administrador – Vangarden Consultoria https://vangardenconsultoria.com.br Tue, 09 Dec 2025 18:56:36 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://vangardenconsultoria.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Logo-vangarden-2024-azul-negativo-150x150.png administrador – Vangarden Consultoria https://vangardenconsultoria.com.br 32 32 Como criar uma Mudança Duradoura https://vangardenconsultoria.com.br/como-criar-uma-mudanca-duradoura/ https://vangardenconsultoria.com.br/como-criar-uma-mudanca-duradoura/#respond Tue, 09 Dec 2025 18:56:35 +0000 https://vangardenconsultoria.com.br/?p=2504 As ideias a seguir são retiradas do livro: Desperte seu Gigante Interior de Anthony Robbins.

Para que uma mudança tenha valor, ela precisa ser duradoura e consistente.

Muitas pessoas evitam mudar pelo medo de que a mudança seja apenas temporária.

Três princípios fundamentais para a mudança:

1- Eleve seus padrões

Faça uma lista de tudo o que você não aceita mais na sua vida, de tudo aquilo que não deseja mais tolerar.

Faça uma lista das suas aspirações

Seja exigente com você, para mudar é necessário ter CORAGEM para se exigir mais.

2- Mude suas convicções limitadoras

Não adianta decidir mudar se duvidar de sua capacidade de mudança.

Você precisa acreditar em você mesmo, ou você será o seu grande sabotador.

Desenvolva a convicção de que poderá e atingirá os novos padrões antes de tentar fazê-lo.

É a consistência de suas convicções que lhe dará acesso aos recursos interiores e a capacidade para enfrentar os desafios que surgirem.

As convicções fortalecedoras, o senso de certeza é a força que está por trás de qualquer grande sucesso, ao longo da história. Ex. Gandhy, Bill Gates,..

3- Mude sua estratégia

Você precisa das melhores estratégias para alcançar resultados.

Encontre um modelo, alguém que já esteja conseguindo o resultado que você almeja e explore os seus conhecimentos. Descubra como ela faz, quais são suas convicções básicas, como pensa,…e melhore os detalhes para se tornar ainda melhor.

“Na vida muita gente sabe o que fazer, mas poucas pessoas realmente fazem o que sabem”

Procure um Coach, o que um Coach faz?

Monta estratégias para modificar o seu desempenho imediata e drasticamente.

Às vezes o Coach não lhe diz nada de novo, mas lembra algo que você já sabe e te estimula a fazer agora.

Um Coach lhe capacitará a dominar as 5 áreas da sua vida que causam maior impacto.

Cinco áreas da vida que precisam ser dominadas para atingir seus objetivos

1 Controle Emocional

Tudo o que fazemos é para mudar a forma como nos sentimos. ( ex. Ninguém deseja emagrecer simplesmente para ter menos células de gordura no corpo, e sim para se sentir bem , atraente, com energia,…)

Para ter o controle das suas emoções , você precisa identificar as emoções que te fortalecem e os sentimentos que enfraquecem, e usar ambos ao seu favor, como instrumentos para ajudar a desenvolver todo o seu potencial.

2- Controle Físico

É necessário assumir o controle por sua saúde física, não apenas para ter uma boa aparência, mas para que se sinta bem, e saiba que está controlando sua vida em um corpo que irradia vitalidade e permite que alcance o seu estado desejado.

3- Controle dos Relacionamentos

Crie relacionamentos de qualidade, primeiro consigo mesmo, depois com os outros.

Tenha relações profundas, para que você consiga experimentar a sensação de ter contribuído, de saber que faz a diferença na vida de outras pessoas.

4- Controle Financeiro

Tenha a convicção de que você merece desfrutar do bem-estar financeiro, amparada por um plano viável para transformar em realidade tudo o que foi imaginado.

Pense em dinheiro não como um fim em si, mas como um recurso para contribuir com a vida que você deseja.

5- Controle do Tempo

Pegue o fator tempo e manipule-o, distorça-o para que ele se torne seu aliado e não seu inimigo.

Avalie como as decisões de curto prazo podem levar ao fracasso de longo prazo.

Tome uma decisão verdadeira para substituir uma satisfação instantânea por uma transformação verdadeiramente significativa na sua vida. Conceda assim o tempo necessário para que suas ideias, criações e todo o seu potencial seja realmente realizado.

Seja persistente dia após dia, semana após semana, ano após ano para elevar a sua vida a um outro nível.

E então? Qual é o primeiro passo que você dará agora para iniciar a mudança que você precisa fazer em 2018?

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Metas, Liderança e Resultados https://vangardenconsultoria.com.br/metas-lideranca-e-resultados/ https://vangardenconsultoria.com.br/metas-lideranca-e-resultados/#respond Tue, 09 Dec 2025 18:39:15 +0000 https://vangardenconsultoria.com.br/?p=2501 Esta semana, alguns amigos empresários e novos coachees me solicitaram apoio para fazer um plano de ação que viabilize as metas traçadas para 2018. Essa demanda me motivou a compartilhar aqui um pouco da minha experiência.

O primeiro questionamento que costumo fazer em situações assim é verificar se a META está CLARA. Uma boa dica se você tem dificuldade em estabelecer uma meta é começar pensando num problema que esteja impactando na qualidade da sua vida.

Pode ser na sua Vida pessoal, profissional ou nos resultados da sua empresa.

Qual é o problema que se você não tivesse hoje, tornaria sua vida muito mais fácil?

primeiro passo é esse: RECONHECER O PROBLEMA

Por exemplo: Falta dinheiro para investir na sua empresa– Este é um problema que muitos empresários têm.

Como estabelecer uma META a partir desse problema?

Uma meta clara poderia ser: Quero aumentar minhas vendas em 15% nos próximos 3 meses.

Percebe que uma META é algo muito claro, algo que pode ser definido com tempo, prazo, e que poderá ser medido?

A partir do momento que você tem uma meta, não é mais um sonho impossível que sua empresa tenha dinheiro sobrando, ou que você consiga atingir aquele resultado que tanto deseja para sua vida pessoal. Porque não estamos mais falando de SONHOS. Estamos falando de Metas!

Por exemplo, uma pessoa que sonha em ser magra age de uma forma bem diferente daquela que tem a meta de emagrecer 10 Kg em 10 meses. Pois uma meta assim definida, poderá ser dividida em submetas e ser mensurada até semanalmente.

Essa verificação semanal do seu progresso , indicando a cada semana 250 gramas a menos no seu peso, é essencial para saber que você está no caminho certo em direção ao seu objetivo.

Da mesma forma, quando falamos em metas profissionais, onde vivemos num ambiente de evolução e mudanças rápidas é muito importante ter indicadores que possibilitem uma alteração de rota, se o caminho escolhido não estiver trazendo os resultados esperados.

Por isso o segundo passo é SABER QUAIS SERÃO OS MARCOS que indicarão que você está no caminho certo.

Se estamos falando de uma meta para 1 ano, o que precisa acontecer em 9 meses para que você tenha a certeza de que atingirá a meta? E em 6 meses? E daqui 90 dias quais serão as evidências que te mostrarão que você é capaz de chegar onde deseja? E o que você poderá comemorar em 30 dias, que te indicará que é realmente possível chegar lá? Comemore cada uma dessas vitórias que mostram que sua meta é viável. E se em algum momento, durante esse percurso você não tiver o que comemorar, faça uma avaliação do processo para tomar atitudes em tempo hábil.

Se a meta envolve uma equipe que você lidera, você precisa ser a pessoa que faz as perguntas difíceis, para ter as respostas necessárias que te levarão aos ajustes de rota.

Após definir a meta e os indicadores que te darão as evidências de que seu objetivo será alcançado, é o momento de dar o terceiro passo: IMPLEMENTAR A ESTRATÉGIA que te levará ao resultado desejado.

E no momento de traçar a estratégia, é essencial que você tenha a clareza de todas as variáveis envolvidas.

E a variável mais importante de todas é saber QUEM além de você estará envolvido na execução das tarefas necessárias para que essa meta realmente se realize.

Faça uma lista de todas as pessoas envolvidas direta ou indiretamente no processo e procure reconhecer os talentos que essas pessoas possuem para que suas habilidades sejam amplificadas de tal forma que elas sintam-se internamente motivadas a te ajudar a atingir a sua meta.

Você precisa desenvolver sua capacidade de liderar, considerando a opinião de todas as pessoas envolvidas, com o objetivo de conquistar o engajamento do seu time. Saiba que o debate sobre os processos estimula o comprometimento e a responsabilidade pelo resultado.

Um líder deve agir como um treinador de futebol, ou seja, precisa estar no campo, observando tudo e conhecendo seu time para colocar cada jogador na posição certa e intervir a tempo de garantir a vitória. Um treinador de futebol não fica no escritório analisando contratos. Ele está no campo exercendo seu papel, contribuindo com sua experiência e conhecimento, dando feedbacks em tempo hábil para inclusive poder ganhar de virada. O que é uma vitória deliciosa! Ou não é?

E para ser um bom líder é primordial investir no seu autoconhecimento, para que você tenha a clareza dos momentos em que você poderá ser seu próprio obstáculo em direção ao seu objetivo. Assumir uma atitude de liderança interna é o que te possibilitará liderar outras pessoas.

Uma boa forma de não se sabotar quando você estiver traçando a estratégia que te levará ao objetivo desejado é saber o PORQUE você está lutando por isso. Qual o propósito que está por trás de sua meta?

Existe uma forma bem simples de se chegar ao propósito de uma meta: faça como uma criança, volte à “fase do Por que?” Ela sempre funciona, quer ver?

Vamos pensar naquela meta que falamos lá no início desse artigo:

Quero aumentar as vendas da minha empresa em 15% nos próximos 3 meses.

Por que você precisa aumentar suas vendas em 15% em 3 meses? – Para ter dinheiro pra investir na minha empresa!

Por que sua empresa precisa de dinheiro? -Preciso comprar uma nova máquina que aumentará a capacidade de produção.

Por que você precisa aumentar a produção? -Para atender mais clientes que hoje me procuram e não tenho condições de atender no prazo que eles necessitam.

Por que você precisa atender esses clientes? -Para aumentar minha margem de lucro.

Por que você precisa aumentar seu lucro? -Para poder reformar aquela sala abandonada dentro da empresa que será um espaço de integração e relaxamento da equipe.

É ou não é uma boa motivação? Pensar na equipe confraternizando num espaço divertido e acolhedor dentro da sua empresa, um espaço que possibilite o estreitamento dos laços de amizade, que permita um cochilo depois do almoço, um local onde seu time possa se sentir bem por trabalhar numa empresa que pensa no bem estar das pessoas que contribuem para o seu sucesso.

Um propósito como esse, que traz um benefício para empresa como um todo provoca a motivação necessária para que cada envolvido no processo se comprometa com algo mais significativo. E se você buscar literatura sobre motivação, verá que vivemos numa época em que o ser humano não se motiva por retorno financeiro apenas, cada vez mais precisamos de algo maior que nós mesmos, um propósito que dê um sentido maior a tudo o que fazemos. Esse é um dos fatores mais impactantes se você deseja promover o engajamento de sua equipe.

Sabendo quem está envolvido e qual o propósito que está por trás da sua meta, precisamos desenhar a fórmula para chegar onde desejamos: COMO essa meta será alcançada? É o momento de pensar em todos os detalhes, e é essencial que ao liderar uma equipe, você esteja realmente envolvido, questionando, apontando situações que precisam ser desenvolvidas. E não esqueça de reconhecer as pessoas que executam de forma mais assertiva, valorize as pessoas que contribuem de forma mais impactante para atingir os resultados esperados .

Porém é muito importante nesse momento não recompensar demais resultados de curto prazo, que levem os membros da equipe a assumir riscos desproporcionais que possam prejudicar o objetivo final. Lembre que a meta é ganhar o jogo, e não provocar uma lesão no seu artilheiro nos primeiros 15 minutos de bola em campo. Um verdadeiro líder não está preocupado em controlar seu time, e sim em se conectar com cada membro pois confia nas pessoas que estão com ele.

Resumindo, se você deseja que sua meta seja realmente atingida você precisa:

1- Que a sua meta resolva um problema que esteja impactando na qualidade de sua vida ou na vida de sua empresa.

2- Que a meta seja clara, específica e tenha um prazo para ser alcançada.

3- Estabelecer quais serão os indicadores que te mostrarão que você está no caminho certo, indicadores que se não forem alcançados vão possibilitar os ajustes de rota.

4- Acompanhar e avaliar os resultados de curto prazo, as submetas, que viabilizarão o Sucesso final.

5- Ter a clareza do propósito que está por trás dessa meta, isso dará uma energia extra aos envolvidos no processo.

6- Saber quem estará envolvido direta ou indiretamente, ter as pessoas certas nos lugares certos e liderá-las com sabedoria para que se comprometam realmente com a Meta estabelecida. Uma vez que você tem as pessoas certas, confie nelas para que possam agregar valor durante o processo.

7- Tenha um plano, uma estratégia para chegar lá e esteja junto na execução de cada passo, acompanhando, direcionando, e dando autonomia para que sua equipe se engaje de tal forma, que curta cada etapa da jornada, e sinta-se realmente capaz de vencer o desafio estabelecido em forma de Meta.

Espero ter contribuído com você e sua equipe! E te lanço um desafio, que tal traçar hoje uma meta pessoal que faça com que 2018 seja o seu ano de transformar sonhos em realidade?

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Picos e Vales / Homens e Meninos https://vangardenconsultoria.com.br/picos-e-vales-homens-e-meninos/ https://vangardenconsultoria.com.br/picos-e-vales-homens-e-meninos/#respond Tue, 09 Dec 2025 18:22:41 +0000 https://vangardenconsultoria.com.br/?p=2498 A vida nos proporciona as experiências que precisamos no momento certo, e se estivermos atentos, não nos faltam oportunidades de aprendizado.

Eu tinha acabado de ler o livro Picos e Vales, saí para levar meu filho até a casa de uns amigos e aproveitei para dar uma volta na Beira-mar e pensar sobre a leitura, continuando essa conversa com Spencer Johnson (autor do livro) dentro de mim.

O livro fala exatamente sobre a importância de nos mantermos numa postura de aprendizado quando passamos pelos momentos mais difíceis de nossa vida, que ele chama de Vales, para que possamos superá-los e sair mais fortalecidos de cada desafio que a vida nos apresenta. Assim poderemos usufruir com mais sabedoria os momentos de Pico, que são nossos momentos de vitória, de conquista de nossos objetivos pessoais e profissionais.

E Spencer Johnson fala também sobre a importância de ter consciência da realidade, pois no decorrer da nossa vida haverá vários Picos e Vales, que são apenas momentos que vivemos. É essencial não nos confundirmos, achando que o Vale ou o Pico sou eu. É a minha postura diante da vida que determina quem eu vou me tornando durante a jornada.

Voltando ao meu passeio,quando eu voltava pra casa, parei num sinal vermelho e observei que ali mesmo na Av. Beira-mar de Florianópolis, onde o termômetro hoje à noite marcava 11 graus, havia um homem alto, vestido com casaco preto, tênis, usando um boné, um homem que parecia ter mais de 40 anos.

Este homem estava diante de uma lixeira e tirava saquinhos de lixo de dentro da lixeira, e quando encontrava latinhas de refrigerante ou outra bebida, as colocava no chão, fechava o saquinho, devolvia pra lixeira, e após esse ritual, com um movimento firme e diria até elegante, ele amassava as latinhas que estavam ao lado dos seus pés e as colocava em um saco preto que após fechar, o carregava atrás do ombro, e seguia caminhando, com a postura ereta, cabeça erguida, provavelmente até a próxima lixeira.

Essa cena aconteceu muito rápido, e quando olhei pra frente, o sinal ainda fechado, estava diante de mim um jovem, de bermuda, me olhando fixamente enquanto segurava um papelão escrito com letras grandes FOME.

Eu estava pensativa naquele momento, olhei nos olhos do garoto, e ele desviou o olhar, saiu da minha frente, e por algum motivo decidiu não vir até mim. O sinal abriu em seguida.

Foi impossível pra mim, que trabalho com Líderes e Engajamento de Equipes, não refletir sobre o quanto aquele homem que retirava latinhas de dentro do lixo era um verdadeiro líder de sua vida, pois não importa o vale que ele esteja vivendo hoje, ele decidiu continuar no controle de sua vida, e assumir esse controle com dignidade, bem como diz Viktor Frankl em seu livro Em busca de sentido: “Você pode privar a pessoa de tudo, menos da liberdade última de assumir uma atitude alternativa frente às condições dadas”.

Por outro lado, aquele rapaz, tão jovem, no frio, de bermuda, carregando a palavra FOME, precisando de alguém que olhe por essa situação que ele se encontra. E não pra ele, como eu olhei. Ele também estava assumindo um posicionamento diante das condições que lhe são dadas.

Um homem, assumindo sua responsabilidade e fazendo o que está ao seu alcance para manter sua autonomia e sua dignidade. E um jovem, informando que está com fome,e que precisa de ajuda.

Assim como eles , nós também em vários momentos de nossas vidas podemos assumir o protagonismo e fazer o que está no nosso controle para sair da situação em que nos encontramos,ou podemos nos submeter ,abrindo mão do que está no nosso controle e esperar que alguém faça por nós o que não estamos fazendo.

É a diferença entre a postura do homem e do menino. E isso independe da idade, ou da situação, está relacionado à uma atitude de liderança interna dentro de nós.

É lógico que neste fato que vivenciei hoje, há várias questões sociais envolvidas e nunca nos cabe julgar o que faz uma pessoa estar no centro ou à margem de sua vida.

Mas nos cabe sempre refletir, sobre o que eu estou fazendo por mim e pelo sistema em que estou inserida, dentro das condições que eu tenho de fazer diferente para impactar de forma positiva no futuro que eu desejo.

O que posso fazer como indivíduo e o que podemos fazer como sociedade? Como podemos nos posicionar, para aprender nesse Vale que estamos hoje, algo que nos ajude a sair dessa situação que está tão sofrida pra tanta gente?

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Confiar para Delegar https://vangardenconsultoria.com.br/confiar-para-delegar/ https://vangardenconsultoria.com.br/confiar-para-delegar/#respond Tue, 09 Dec 2025 18:13:41 +0000 https://vangardenconsultoria.com.br/?p=2495

É nítido que estamos vivendo um momento de grande mudança social.

Cada vez mais pessoas e empresas estão procurando entender qual o seu propósito de vida. E percebemos, em vários ambientes sociais, que não há motivação maior do que aquela que nasce movida por um propósito.

Não é à toa que ultimamente ouvimos falar tanto em Gestão Sistêmica, Capitalismo Consciente, Cultura Organizacional, Engajamento de Equipes, e por aí vai.

Empresários e líderes de uma forma geral estão prestando cada vez mais atenção a questões intangíveis dentro de uma organização, e sentem cada vez mais a necessidade da construção de uma cultura empresarial baseada em valores.

E uma das características destas organizações dirigidas por valores é que elas percebem que as mudanças sociais demandam uma gestão descentralizadora, pois compreendem que o maior ativo que uma organização pode ter é a confiança e os relacionamentos saudáveis em todas as esferas.

Pois embora tenhamos recebido um legado de valores e crenças sobre a necessidade de controle rigoroso, de manter a rédea curta, esse tipo de liderança não produz resultados de excelência nos dias atuais.

E uma das  principais demandas dessa Gestão Descentralizadora é a necessidade de saber Delegar.

Um líder que domina a arte de delegar é aquele que sabe transmitir ao seu liderado o sentido da tarefa que ele está recebendo, o valor que a execução dessa atividade tem para os resultados e metas da Organização.

Delegar não é “delargar”. Não é passar a batata quente.

Delegar é um Processo que exige acompanhamento, para que os impactos sejam positivos. E este processo exige que o líder tenha atingido um nível de maturidade que lhe permite agir com determinação, coragem, desapego e perseverança, pois só assim será capaz de desenvolver a pessoa que assume uma nova responsabilidade, a ser capaz de olhar para o impacto daquela atividade em todo o sistema em que ela está inserida.

Por isso é tão importante para que haja o engajamento de quem assume uma nova responsabilidade, que seja feito o alinhamento daquela atividade com a missão e o propósito da empresa na sociedade em que ela está inserida.

Não podemos ignorar que quando uma empresa é criada, ou quando iniciamos nossa jornada profissional, nossa necessidade e nosso objetivo é o retorno financeiro. Porém, à medida em que nos desenvolvemos profissionalmente e nossa empresa vai se consolidando no mercado, se continuarmos mantendo o foco excessivo na rentabilidade financeira, corremos o risco de comprometer nossos relacionamentos em várias áreas.

Pesquisas recentes realizadas por Teresa Amabile, que estuda há mais de 35 anos Criatividade e Inovação no Departamento de Administração e Empreendedorismo da Harvard Business School, concluiu que quando as pessoas  percebem que estão contribuindo com coisas importantes e que seu trabalho tem valor e agrega ao objetivo do time, além de gerar engajamento, essa percepção gera um estímulo interno à criatividade. E sabemos que não há inovação sem criatividade.

Embora tenhamos uma herança negativa do período industrial que buscou separar o eu profissional do eu pessoal, hoje sabemos que precisamos integrar quem somos em todos os papéis sociais que exercemos.

Pois se para gerações passadas viver no piloto automático, poderia ser suficiente, hoje não é mais, a humanidade está em evolução e essa disfunção que herdamos só poderá ser curada se alinharmos nossos valores pessoais com os valores da organização em que atuamos.

 Como bem diz Richard Barret, um dos maiores especialistas em liderança dirigida por valores, as organizações e pessoas mais bem sucedidas serão aquelas que reconhecem que precisam “ser as melhores para o mundo e não as melhores do mundo”.

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Inovar e Engajar é mais simples do que você pensa! https://vangardenconsultoria.com.br/inovar-e-engajar-e-mais-simples-do-que-voce-pensa/ https://vangardenconsultoria.com.br/inovar-e-engajar-e-mais-simples-do-que-voce-pensa/#respond Tue, 09 Dec 2025 18:07:49 +0000 https://vangardenconsultoria.com.br/?p=2492 Sabe aquela energia que nos invade quando nos encorajamos para fazer algo novo em nossas vidas?

Você lembra da energia que sentiu quando aprendeu a andar de bicicleta, de roller ou de skate?, Quando deu suas primeiras braçadas com segurança numa piscina? Quando enfim estava dirigindo e se encheu de coragem para colocar o pé no acelerador e enfrentar uma BR? Quem não lembra daquela sensação de se arriscar e se aproximar da pessoa que tanto lhe atraia e dizer o que estava sentindo, para ter a chance de começar ali um relacionamento que valesse a pena?

Assim como o entusiasmo ao abrir o nosso próprio negócio com todos os desafios que vem pela frente e que nos seduzem mais do que nos assustam, ou aquela alegria de sermos selecionados para trabalhar na empresa em que tanto sonhamos… Todas essas experiências envolvem emoções que estão relacionadas a momentos de inovação nas nossas vidas. Momentos em que nos desafiamos a ir além.

Muitas pessoas têm a ideia de que inovar está relacionado apenas a tecnologia, assim como muitos ainda acreditam que ser criativo é privilégio de artistas. Só que na verdade todos nós, seres humanos, somos criativos e inovadores na essência. Ou você nunca teve um problema e precisou sair do óbvio para resolvê-lo?

Na última semana eu vivi duas experiências que me motivaram a escrever esse artigo.

Uma delas foi a leitura do livro Pense Simples de Gustavo Caetano. Se você se interessa pelo tema inovação, esta é uma leitura realmente inspiradora. A outra experiência foi participar da AeX- Agile Experience 2018, o maior evento de Trade Marketing da América Latina, que aconteceu aqui em Florianópolis semana passada, promovido pela Involves e que eu tive a honra de ser convidada a participar.

Essas duas experiências me ajudaram a sair da rotina, olhar de fora para o cenário que estamos vivendo e tomar consciência desse momento de evolução exponencial em que estamos inseridos aqui e agora em tantas áreas simultâneas.

E amei ouvir que as empresas que vão sobreviver a esse cenário de tantas mudanças, serão aquelas que capazes de inovar sem abrir mão do vínculo humano.

Viveremos um mundo em que independente de um negócio ser virtual ou físico, empresários e empreendedores precisam ter consciência, de que não criaremos relações duradouras com nossos clientes em Pontos de Venda, quem deseja que seu negócio prospere, precisa pensar em Pontos de Experiência.

E os jovens estão ligados nisso, ontem almoçando com meu filho e uns amigos dele, uma jovem de aproximadamente 20 anos que constrói sites, dizia, que ao ser contratada ela sempre questiona quem a contrata para saber que tipo de experiência ele quer que seu usuário tenha ao visitar o seu site? Que tipo de cheiros ele quer que a pessoa se lembre ao ver as imagens? Que emoções ele quer transmitir com as cores que serão escolhidas? Ou seja, o virtual tenta suprir essa necessidade de vínculo através das imagens. E num negócio físico? Como um empresário pode conquistar e manter clientes inovando na apresentação, no cheiro, na iluminação, na forma com que recebe seu cliente?

Muitas vezes nos confundimos pensando que a Inovação depende da tecnologia, mas na verdade quem provoca transformações são as pessoas. São pessoas que continuarão consumindo seus produtos e serviços e serão pessoas que continuarão fazendo a diferença para o sucesso ou o fracasso de uma empresa.

Se cada vez mais a tecnologia será capaz de armazenar dados e informações, numa escala proporcional, cada vez mais precisaremos de pessoas capazes de analisar esses dados com pensamento crítico e criatividade para resolver os problemas que essas informações nos apontam. Não seremos substituídos por máquinas, o que o futuro espera de nós é que cada vez mais sejamos capazes de utilizar o nosso diferencial humano, que são nossas habilidades cognitivas, nossa criatividade e nossa inteligência emocional, para criar experiências cada vez mais ricas em nossos relacionamentos pessoais e profissionais.

E nesse aspecto, o que você como líder tem feito para estimular o desenvolvimento de sua equipe?

Ter uma equipe engajada e criativa depende muito das oportunidades que a empresa oferece para que essa equipe cresça e se desenvolva. Estar atento aos talentos que você tem para que não sejam desperdiçados. Prestar atenção às necessidades individuais de cada membro para que cada pessoa sinta que a empresa realmente se preocupa com ela. Dar aos membros de sua equipe a oportunidade de contribuir de forma que eles sintam que suas opiniões realmente contam. Tudo isso faz parte de alguns dos elementos essenciais para gerar engajamento e que na verdade não custam nada para a empresa.

Quando tratamos de Gestão de Pessoas precisamos entender de gente, compreender o dia a dia de cada profissional, suas dificuldades e alinhar as expectativas dele com as da empresa para conseguir promover o engajamento.

Muitos líderes e empresários inovadores, já estão atentos à necessidade que seus clientes têm de viver uma experiência quando visitam sua empresa. Para gerar engajamento precisamos que as pessoas que trabalham conosco também tenham experiências positivas no ambiente corporativo.

E não se trata aqui de colocar uma piscina de bolinhas ou uma mesa de sinuca simplesmente, trata sim de fazer com que essa mesa de sinuca ou piscina de bolinha seja realmente utilizada para gerar vínculos entre as pessoas que passam uma grande parte de sua vida trabalhando juntas, convivendo muitas vezes mais com os colegas de trabalho do que com a própria família.

E como líderes precisamos estar atentos a um dado alarmante da Organização Mundial de Saúde, o Brasil é recordista em casos de transtornos de ansiedade, com 11 milhões e meio de pessoas sofrendo de ansiedade ou depressão.

Agora diante dessa informação, pare e pense:

Como líder, você está criando um ambiente de trabalho que contribui para aumentar essa realidade de Stress, ansiedade e desmotivação, em que que tantas pessoas sofrem por não encontrar um sentido nessa vida atribulada?

Ou você é um líder que está atento ao ser humano por trás da meta? Para que ele possa performar e conseguir resultados porque se sente parte importante de todo o processo e tem uma motivação genuína em se engajar e contribuir para o sucesso da empresa, porque a empresa também está comprometida com ele como pessoa?

Como você pode aproveitar uma época de tanta inovação para manter sua equipe engajada?

Lembra daquelas experiências inovadoras em nossas vidas que eu descrevi no início desse artigo? Você lembra qual foi a primeira vontade que teve quando descobriu ou conquistou algo novo em sua vida? Provavelmente você quis dividir, compartilhar a experiência com outras pessoas! Esse é o nosso primeiro impulso quando inovamos. Como diz o Psicólogo Martin Seligman, em seu livro Florescer, pesquisas comprovam que os momentos mais felizes de nossas vidas, são aqueles em que temos a oportunidade de compartilhar, em que podemos dividir nossa experiência com outras pessoas.

Então a fórmula para Inovar e Engajar é realmente simples! Junte pessoas para te ajudar a resolver um problema, mostre a elas que você se importa com elas, dê a elas a oportunidade de participar da solução fazendo o que elas sabem fazer de melhor, ouça as ideias que cada uma delas vai te trazer, e as mantenha unidas num propósito que vai além delas mesmas. Faça isso, e você se surpreenderá com o engajamento e as ideias inovadoras que virão!

Claro que existem metodologias para engajamento, e profissionais especializados, que podem contribuir e acelerar o entrosamento do seu time. O importante aqui é que se você lidera uma equipe, você saiba que cada vez mais as pessoas se motivam quando tem a oportunidade de conectar seu trabalho com aquilo em que acreditam. Ou vai dizer que você não trabalha melhor quando acredita no que está fazendo?

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Por que nos estressamos com o conflito alheio? https://vangardenconsultoria.com.br/por-que-nos-estressamos-com-o-conflito-alheio/ https://vangardenconsultoria.com.br/por-que-nos-estressamos-com-o-conflito-alheio/#respond Tue, 09 Dec 2025 18:00:47 +0000 https://vangardenconsultoria.com.br/?p=2476 Semana passada me ligou um cliente, com quem eu havia concluído um Processo de Coaching há mais de 1 ano. Ele estava muito estressado porque havia um conflito entre dois gerentes da sua empresa.

Duas pessoas que têm perfis comportamentais bem distintos e que vira e mexe estão envolvidos em atritos.

A angústia desse diretor era que em meio a tantas acusações, temia se decepcionar só de imaginar que um dos dois estaria mentindo. Sem saber o que fazer porque reconhece a importância dos dois para a empresa, decidiu me ligar. 

Pense comigo, se você é o diretor e vive uma situação assim, qual a primeira coisa a fazer?

O primeiro passo numa situação em que entramos em sofrimento e não conseguimos gerenciar nossas emoções é nos distanciar, olhar de fora para a situação, e elencar os fatos sem a emoção.

Quando um líder se deixa atingir por um conflito de sua equipe e se envolve emocionalmente, precisa se distanciar e entender o que naquele momento específico está tirando o seu autocontrole. Só assim ele terá mais condições de compreender a necessidade dos envolvidos e ajudá-los também.

Neste caso, como ele já havia passado por um processo de autoconhecimento, foi fácil de identificar o que ele precisava ver em si mesmo, para que pudesse reassumir sua liderança interna e aí sim ser um líder eficaz naquela situação. Uma ligação de pouco mais de 5 minutos e ele estava no controle para solucionar o conflito.

Quem tem esse autoconhecimento profundo, torna-se capaz de ser bem-sucedido desde uma entrevista de emprego até uma negociação envolvendo grandes empresas e fortunas.

O autoconhecimento é o que possibilita saber que tipo de situação irá tirá-lo do sério e fazê-lo reagir de forma prejudicial ao seu objetivo. Normalmente nossas reações mais intempestivas são aquelas que nos atingem direto numa necessidade de valor não atendida.

Um líder é antes de mais nada alguém que se conhece profundamente para saber controlar seu jogo interno nas situações mais adversas e não se tornar seu próprio adversário numa situação de conflito. Essa consciência de quem você é, de quais são seus valores e do que é importante para você, o coloca em condições de assumir a liderança e o capacita para controlar suas ações e reações e não prejudicar o objetivo que pretende alcançar.

É o que Daniel Golleman chama de autogerenciamento. A forma como gerenciamos nossas emoções e o nosso próprio estado de humor.

Para liderar uma negociação, um líder precisamos ter o foco claro de onde quer chegar e conduzir a conversa em direção a este objetivo despertando emoções positivas nas pessoas com quem está negociando.

É importante termos a consciência de que o nosso cérebro é preparado para ver automaticamente o lado negativo de tudo o que vivemos, é uma forma que encontramos desde a época das cavernas de nos proteger e garantir a nossa sobrevivência.

Acontece que já evoluímos como humanidade e precisamos aprender a focar nas oportunidades que um conflito nos apresenta, não apenas nas ameaças.

Colocar o foco nas oportunidades é o que diferencia uma pessoa que exerce a liderança interna.

Vamos imaginar que você esteja procurando um emprego por exemplo, focar no medo de não ter como sustentar sua família, te impede de ver inúmeras oportunidades de vagas de trabalho, pois a ameaça aqui é não ter como atender a sua necessidade básica de sobrevivência. Nesta situação de desemprego, o maior medo é não ter como sobreviver, o que é muito legítimo.

E o convite que eu faço para uma pessoa que está procurando emprego é mudar o foco do seu olhar.

E se nessa situação, você fizesse o exercício de se visualizar numa função que te prendesse o dia inteiro pelo salário que atende apenas as suas necessidades de moradia e alimentação. 

Que oportunidades você estaria perdendo de se tornar mais realizado enquanto fica num emprego que só serve para atender suas necessidades básicas?

O desafio é mudar o foco, ampliar o campo de visão. Para que se inicie uma busca por vagas que te possibilitem a realização de estar trabalhando em algo que realmente faça sentido para você.

E ao encontrar essa oportunidade de trabalho, sentar para negociar a vaga com o entrevistador, conectando-se com ele, entendendo qual a necessidade que ele realmente tem e como você pode ajudá-lo a atingir seus objetivos, demonstrando que você compartilha dos mesmos valores da empresa e essa é uma oportunidade para que ambos atinjam seus objetivos.

Nós sabemos que cada vez mais as empresas estão buscando por pessoas que compartilhem de seus valores e, se for necessário , muitas empresas investem no desenvolvimento técnico do novo colaborador, porque sabem que ali terão um funcionário realmente engajado pois sua motivação maior não é o salário no final do mês, e sim poder agregar para o crescimento da empresa, contribuindo com o que ele sabe fazer de melhor.

Quando nos conectamos e criamos um laço emocional, entendendo a necessidade da outra pessoa, tornamos possível, inclusive, mudar a sua forma de pensar.

Porque no fundo num conflito, o que todos querem é ser ouvidos. Por isso uma pessoa de fora, sem envolvimento emocional é importante para mediar a conversa.

E isso serve tanto para negociações profissionais quanto pessoais.

Negociamos todos os dias sem nem perceber, tomar consciência de que podemos liderar nas mais diversas negociações que a vida nos apresenta, nos torna líderes preparados para vencer os conflitos internos e externos que enfrentamos diariamente.

#liderançainterna #gestãodeconflitos #águiasinspiraçãoeconhecimento

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O que motiva nossas tomadas de decisão? https://vangardenconsultoria.com.br/o-que-motiva-nossas-tomadas-de-decisao/ https://vangardenconsultoria.com.br/o-que-motiva-nossas-tomadas-de-decisao/#respond Tue, 09 Dec 2025 17:08:14 +0000 https://vangardenconsultoria.com.br/?p=2473 Você já reparou que de acordo com o momento que estamos vivendo, nossas decisões são tomadas a partir de critérios bem distintos?

Decisões que tomamos em determinada época, podem começar a deixar de fazer sentido e resolvemos mudar.

Isso acontece com a carreira, com a motivação que temos de trocar ou não de carro todo ano, com a escolha de determinados alimentos, com o interesse em iniciar uma pós-graduação e até em sair ou entrar num relacionamento amoroso.

Este artigo vai expor o que motiva nossas tomadas de decisão segundo Richard Barret, um dos pensadores mais influentes no cenário internacional sobre temas relacionados a Liderança, Cultura Organizacional, Ética e Valores humanos nos negócios e na sociedade.

Barret diz que existem seis modos de tomada de decisão e que a forma como decidimos está relacionada com o nosso nível de desenvolvimento psicológico e o nível de consciência em que estamos atuando. Aproveite a leitura e observe se você consegue identificar na sua história de tomadas de decisões sobre que bases você estava operando em fases distintas da sua Vida:

E em qual desses modos você se percebe operando com mais frequência nesse momento?

1)Tomada de decisão com base no instinto. Esse modo está relacionado com o instinto de sobrevivência. Até bebês agem nesse modo quando choram ao sentir fome. Quando nos tornamos adultos, também tomamos decisões assim em situações perigosas. Neste nível de consciência as decisões acontecem de forma automática: primeiro agimos e depois pensamos.

São decisões tomadas com base nas experiências vividas no passado, pessoas que decidem assim, agem como reféns, pois ao invés de controlar suas emoções, são controladas por elas, e no momento em que agem não pensam nas palavras e nem nas consequências de seus comportamentos.

2) Tomada de decisão com base em crenças inconscientes. São decisões que tomamos com base em memórias de experiências anteriores. Estão relacionadas a decisões que tomamos de forma irracional envolvendo a nossa necessidade de pertencer e de nos destacarmos.

Aqui também agimos antes de pensar, mas logo depois da ação constumamos sentir uma forte emoção. Normalmente decisões tomadas dessa forma estão relacionadas a frustrações que vivemos em outros momentos. Para não tomar uma decisão com base em crenças inconscientes, é importante dar vazão às emoções, entrar em contato com elas para se libertar e não permitir que experiências negativas do passado interfiram em decisões futuras. É o que Daniel Goleman, psicólogo que desenvolveu a teoria da Inteligência Emocional, chama de gerenciamento de emoções, para prevenir o Sequestro da Amígdala

3)Tomada de Decisão com base em crenças conscientes: São decisões que tomamos quando vivemos momentos de transformação em nossas vidas. Nesse caso há uma pausa entre o evento que ativa a crença consciente e a resposta. Essa pausa serve para refletir, discutir, ouvir conselhos e entender a necessidade que você tem antes de responder. Ou seja, primeiro pensamos e depois agimos.

As decisões são tomadas com base naquilo que você acredita que sabe. Você controla suas ações e seus pensamentos. Mesmo que as decisões aqui continuem sendo tomadas com base em experiências passadas, há o objetivo de se obter resultados melhores. O passado não serve para gerar emoções inúteis, o passado aqui serve de aprendizado para tomadas de decisões mais assertivas.

4)Tomada de decisão com base em valores: Só consegue decidir com base em valores quem já se tornou independente física e emocionalmente. Nessa fase quem decide já compreende o significado de cada crença e experiência aprendida compreendendo a interferência que a educação e a cultura exercem nas nossas decisões em momentos diferentes da vida.

A decisão baseada em valores se conecta com uma profunda sensação de estar agindo de forma correta. Uma decisão baseada em valores possibilita criar um futuro alinhado com quem você é de forma íntegra e autêntica. Você já é capaz de pensar sobre a necessidade de atender seus valores e decidir de acordo com eles. A base dessa tomada de decisão está no futuro que você deseja viver e que reflete uma necessidade do presente para chegar lá.

Aqui você está no controle de suas ações e comportamentos.

5)Tomada de decisão com base na intuição: Esse modo de decidir está relacionado com a necessidade de fazer a diferença no mundo , de desenvolvimento pessoal. Você já amadureceu e suas decisões contribuem com a sua evolução.

Nessa fase cessam os julgamentos. Planos , crenças e pensamentos são deixados de lado também. A mente está mais livre e há um profundo senso de sabedoria com um acolhimento da realidade tal qual ela é sem interferência do passado ou do futuro.

Você simplesmente confia em ideias que surgem de repente, oferecendo soluções ou pistas para resolver um problema que estava em sua mente. É aquele momento Eureka! Você Já viveu isso?

6)Tomada de decisão com base na inspiração. São decisões relacionadas ao desejo de servir. Você deixa definitivamente de dar prioridade aos medos e a satisfação das necessidades básicas.

As decisões nessa fase surgem de pensamentos que não se tem a clareza de onde vem, mas que são persistentes e estão conectados a ações que precisamos implementar em nossas vidas. Quando não conseguimos implementá-los, há consequências emocionais opostas ao estado de fluxo que entramos quando decidimos agir atendendo um propósito maior que nós mesmos. Este propósito é o que inspira determinadas decisões sem dilemas.

Me conta, este artigo te ajudou a entender como você está decidindo atualmente ? Ou conseguiu perceber a forma de decidir de alguém próximo, um líder ou um membro de sua equipe talvez?

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Como você lida com conflitos e desafios? https://vangardenconsultoria.com.br/como-voce-lida-com-conflitos-e-desafios/ https://vangardenconsultoria.com.br/como-voce-lida-com-conflitos-e-desafios/#respond Tue, 09 Dec 2025 17:01:59 +0000 https://vangardenconsultoria.com.br/?p=2470 Já pensou que a forma como você se relaciona com conflitos está intimamente ligada aos seus talentos? Ao seu jeito único de sentir, pensar e de agir?

Uma pessoa que tem o talento Harmonia por exemplo vai espontaneamente buscar pontos de concordância.

Quem tem o talento Estratégico vai pensar em todas as consequências que a forma de condução daquele conflito poderá desencadear e buscar a melhor solução.

Uma pessoa que tem o talento Restauração vai se motivar com a possibilidade de ter um problema para resolver.

Se você tiver o talento Contexto entre os seus dominantes, vai naturalmente lembrar as partes envolvidas de momentos importantes da sua história que podem contribuir para a solução daquele problema.

A forma como lidamos naturalmente com os desafios que a vida nos apresenta está intimamente ligada aos nossos talentos.

Quais são os seus?

Qual a sua forma única de contribuir com o mundo?

Um líder é antes de mais nada alguém que se conhece profundamente para saber controlar seu jogo interno nas situações mais adversas e não se tornar seu próprio adversário numa situação de conflito.

Um líder é alguém que desenvolve seus talentos para que eles sejam alavancas para a Vida que deseja ter, e não travas que interferem nos resultados.

Por exemplo , o talento Responsabilidade quando não está bem desenvolvido, tem dificuldade em dizer não, a Harmonia pode fugir de conflitos muitas vezes necessários. O talento Ativação poderá não ter a paciência necessária, e quem tem a Empatia entre seus talentos dominantes pode sofrer demais com a dor do outro, e por aí vai… Por isso além de conhecer os nossos talentos naturais é tão importante desenvolvê-los para que eles possam se transformar realmente em Pontos Fortes que nos diferenciam pela consistência dos resultados que atingimos.

Essa consciência de quem você é, de quais são seus talentos, o coloca em condições de assumir a liderança da sua Vida. Esse autoconhecimento profundo, é o que torna uma pessoa capaz de ter excelentes resultados em várias áreas da sua vida.

Permita-se desbravar essa força interna que te diferencia de outras 33 milhões de pessoas, para alcançar seus objetivos para 2020!! E atinja suas metas de forma mais leve e fluída, descobrindo como utilizá-la em seu benefício e em benefício das pessoas com quem você se relaciona. 🚀✨💪🏻😊

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Pronto para superar a próxima crise? https://vangardenconsultoria.com.br/pronto-para-superar-a-proxima-crise/ https://vangardenconsultoria.com.br/pronto-para-superar-a-proxima-crise/#respond Tue, 09 Dec 2025 16:48:47 +0000 https://vangardenconsultoria.com.br/?p=2466 Desde o início da Pandemia, acompanhei dezenas de empresários de diferentes segmentos, de todas as regiões do país. Verifiquei de perto duas formas de enfrentar esse momento tão peculiar.

1) Empresas que optaram por inovar de forma extrema. Mudaram seu foco, seus produtos, sua comunicação, seu posicionamento, por estarem atentas às novas demandas de mercado e às dores de seus clientes.

2) Empresas que conseguiram agregar ainda mais valor ao que já faziam muito bem. E em meio à Pandemia, tiveram os melhores resultados dos últimos anos, contribuindo inclusive com a sobrevivência e crescimento de outras empresas que foram influenciadas pelo seu posicionamento assertivo.

Sabemos que independentemente da proporção de uma crise, só sobrevive e cresce num cenário tão adverso como esse que o COVID 19 causou a nível global, quem está preparado.

Para empresários e executivos que já haviam enfrentado outras crises graves e já tinham desenvolvido um bom grau de resiliência, foi mais tranquilo. Assim como foi para os que, durante o período em que tudo estava indo bem, adquiriram os conhecimentos necessários para se adequar às mudanças que o mercado e a vida lhes exigiu.

Crises vem e vão, isso não é novidade. Empresários e líderes com alguma experiência já viveram outras crises e sabem que essa não será a última. Há alguns prognósticos que anunciam que o pior ainda está por vir. E se isso acontecer, como estamos nos preparando?

Recentemente, li um artigo da Gallup, que apresentava uma pesquisa revelando que 62% dos empregadores dos Estados Unidos não estão confiantes com relação ao futuro financeiro de suas empresas.

Entre as empresas que acompanhei e continuo acompanhando, algumas estratégias que elaboramos juntos foram essenciais para o bom desempenho:

1) Melhorar a comunicação com a equipe– Em vários casos conseguimos um engajamento acima da média até então. E um dos fatores para esse resultado, foi a conscientização de que todos estavam em risco, e precisavam remar juntos e no mesmo ritmo para enfrentar essas águas revoltas.

2) Observar como poderiam oferecer produtos, serviços e experiências ainda melhores para seus clientes, atentos às novas necessidades.

3) Negociar com fornecedores com foco na sustentabilidade de todos os envolvidos. Estive ao lado de exemplos lindos que envolviam negociações cuidadosas e construtivas para ambos os lados. Como quando um fornecedor estava em situação de desespero, acreditando que seu negócio não sobreviveria, e por manter o foco na qualidade da entrega após alguns meses estava contratando mais pessoas para atender as demandas de trabalho no auge da Pandemia.

4) Olhar com clareza a situação financeira para utilizar com sabedoria os recursos oferecidos pelo governo.

Minha experiência prática foi validada pelo estudo da Gallup, que percebeu que há 4 áreas em que os líderes devem se concentrar para preencher a lacuna da confiança com relação ao futuro e desenvolver a resiliência para que suas organizações e equipes estejam preparadas para enfrentar os próximos desafios:

1) Reimaginar a experiência do cliente

2) Refrescar a liderança

3) Remodelar a Cultura

4) Reanimar a força de trabalho

Um foco intenso na experiência do cliente é fundamental. Para isso,mais do que nunca é essencial estar atento às mudanças de comportamento e às novas necessidades de consumo.

Somente empresas que conseguem prever as novas demandas e se adaptar de forma ágil, serão capazes de estimular o fluxo de caixa necessário para períodos de adversidade.

Em cenário de alto risco, como os que estamos vivendo, somente quem conhece profundamente seu cliente, será capaz de impulsionar a lealdade e o lucro de longo prazo.

E o desafio aqui é que gestores e líderes precisam fazer isso sem comprometer a consistência da marca.

Há algum tempo, antes mesmo da pandemia foi publicado um artigo na Harvard Business Review que falava sobre a necessidade de líderes pensarem nas capacidades e deficiências de suas empresas com o mesmo cuidado que pensam nas habilidades dos membros de suas equipes.

Quanto mais clareza com relação a capacidade central de uma empresa, mais fácil compreender que tipo de mudança a organização será capaz de suportar, diante de novos desafios.

Ao pensar em inovações disruptivas num cenário de crise, 3 fatores precisam ser analisados:

1) Recursos

Você consegue manter a operação atual, enquanto investe em inovação?

Ou é necessário realocar recursos?

Precisamos criar novos canais para atender nossos clientes?

Como está a ergonomia e a gestão do tempo em época de trabalhos remotos?

Por quanto tempo mantemos a operação,se o pior acontecer?

Quais serão os indicadores que nos darão clareza de que precisamos ter estômago para tomar decisões cruciais?

2) Processos:

Os processos de tomada de decisão atuais, permitem autonomia para decisões disruptivas? Esses processos menos visíveis, que envolvem tomada de decisão são essenciais para a agilidade que uma crise demanda. Por isso é tão importante ter comissões de gestão de crise, com reuniões estratégicas para avaliar em tempo hábil o que está acontecendo externamente para que as decisões internas tenham a velocidade que o momento exige.

Como podemos acelerar a velocidade das inovações para atender as necessidades de mercado?

Como acontece a comunicação entre os envolvidos para transformar os recursos em entregas de valor?

É natural que uma equipe que desempenhava muito bem um processo até então, no momento de inovação o desempenho diminua. Como vamos evitar a ineficiência em momentos de disrupção?

3) Valores

Que valores precisamos incluir ou alterar no momento de transformação?

Podemos aceitar uma margem de lucro mais baixa, para lançar um novo produto?

Temos agilidade , adaptabilidade e prontidão para oferecer a experiência que nosso cliente deseja?

Momentos como esse são excelentes oportunidades para reformular e fortalecer uma cultura de engajamento num trabalho significativo e de grande valor social.

Minha experiência com clientes que perceberam a importância de seus segmentos para a sociedade,no momento mais grave da pandemia, elevou a autoestima da equipe,o senso de dono e a autoresponsabilidade com a realização do trabalho.

Arrisco pensar que após o COVID 19 o indicador de engajamento que verifica a conexão com a missão e o propósito da empresa tenha aumentado entre as pessoas que mantiveram seus empregos. Excelentes gestores sabem que é essencial esse alinhamento com a Cultura Organizacional em empresas que desejam estar com suas equipes preparadas para superar períodos de crise.

4) Liderança:

Quem serão as pessoas que tocarão os projetos de inovação?

Temos pessoal capacitado para compreender e atender as novas demandas?

Os líderes estão conseguindo gerenciar suas próprias emoções para conseguir inspirar o time a realizar as mudanças necessárias?

Normalmente se espera muito de líderes e se cuida pouco deles. Há espaços para que seus medos e ansiedades sejam ouvidos?

Como as vulnerabilidades de líderes e liderados são recebidas e tratadas?

Há investimento no autodesenvolvimento das pessoas que exercem papéis tão importantes para que eles possam continuar se sentindo desafiados,em flow? Ou estão a beira do esgotamento?

Líderes que inspiram , motivam, mantém o time engajado também precisam ser cuidados,ouvidos e desenvolvidos em suas necessidades. Só com eles estaremos prontos para enfrentar novos desafios. E num cenário de crise precisamos olhar para quem está conduzindo os times, para que empresas não sejam surpreendidas por Burnouts em áreas estratégicas. Oferecer à liderança a oportunidade de fazer um processo de Coaching, onde um líder possa apresentar suas dificuldades para encontrar caminhos em ambiente seguro, e receber feedbacks de alguém neutro faz toda a diferença.

Mais do que nunca precisamos cuidar das pessoas que ocupam cargos estratégicos! E se você ,que está lendo esse artigo, é a pessoa que ocupa esse lugar, lembre-se de se olhar também para poder continuar contribuindo e fazendo a diferença pelo seu impacto positivo nos rumos da organização e no relacionamento com o seu time por muito tempo, independente do cenário que se apresente.

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Será que o Problema é mesmo da Geração Z? https://vangardenconsultoria.com.br/sera-que-o-problema-e-mesmo-da-geracao-z/ https://vangardenconsultoria.com.br/sera-que-o-problema-e-mesmo-da-geracao-z/#respond Tue, 09 Dec 2025 16:43:44 +0000 https://vangardenconsultoria.com.br/?p=2463 Eu confesso que ando um pouco sem paciência para pessoas que insistem em rotular gerações mais jovens de problemáticas. (Essa minha impaciência pode ser sinal de que estou envelhecendo, e minha preguiça de argumentar com quem ama julgar e rotular, pode ser sinal de sabedoria)

Provavelmente a minha busca constante por aprender e conhecer as pessoas em profundidade, seja um fator determinante para o incômodo que sinto com este hábito cultural de criticar no lugar de manter a mente aberta para se questionar, se reciclar  e repensar padrões de comportamento em tempos de rótulos rápidos e conclusões precipitadas, especialmente ao falar sobre a Geração Z.

Frequentemente descritos como “problemáticos” e apenas interessados em acelerar seu crescimento, minha experiência com esses jovens tem sido enriquecedora e inspiradora, revelando uma geração que tem um desejo de aprender com quem admiram e  fazer a diferença com o seu trabalho.

E o fato é que se desejamos cultivar uma cultura de colaboração e inovação, precisamos de uma vez por todas deixar de lado os preconceitos e padrões de comportamento ultrapassados para realmente ver e escutar quem está conosco com genuíno respeito e empatia.

Engajamento e Empreendedorismo

Durante eventos nos quais participo, sou frequentemente abordada por jovens que me apresentam suas ideias com brilho nos olhos e um entusiasmo contagiante. Jovens que demonstram uma seriedade impressionante, mesclando criatividade com uma busca por fundamentação em planejamento e execução. Esses jovens não apenas querem “chegar lá”, eles querem construir o caminho, passo a passo.

E é lindo ver a disponibilidade para aprender e se conectarem com pessoas experientes que estejam disponíveis para contribuir. Vou apresentar alguns exemplos recentes , entre vários outros que acompanho de perto e de longe também.

No  Peopletech Summit,  antes de subir ao palco para participar de um Painel sobre Engajamento, Erick Kopak Bonfim e Isabel Lyssa , dois jovens  que investiram tempo  e dinheiro em uma viagem para participar do evento presencial (mesmo sabendo que poderiam participar de forma online e gratuita), me procuraram, vieram ao meu encontro no intervalo, para me questionar sobre as dificuldades que empresas tem com a Geração Z porque eles estavam desenvolvendo uma ferramenta de IA para contribuir com líderes e RH.

Tivemos uma conversa rápida, porém instigante, que contribuiu para validar mais uma vez o meu posicionamento contra rótulos geracionais. Depois desse dia, eles se empenharam para não deixar o contato esfriar, se conectaram comigo, estão acompanhando meus movimentos, e não desistiram até que conseguimos marcar uma reunião, que aconteceu ontem. E foi muito bonito ver o desejo deles de escutar quem tem experiência.

Minha motivação é tão grande em contribuir com quem está iniciando sua trajetória, que após um convite que aconteceu em março, para falar sobre Empreendedorismo Feminino com alunas da UFSC decidi voltar à Universidade para contribuir com  jovens gestores da EJEM – Empresa Júnior de Engenharia de Materiais .

Até porque eu acredito que  não há espaço mais fértil para semear e cultivar valores que possam contribuir com um futuro de colaboração entre gerações, do que dentro das universidades.

Muitas ideias são semeadas neste ambiente, e reconheço a importância de estarmos atentos e presentes, para que possamos viver uma cultura em que a diversidade de inteligências, experiências e conhecimentos seja reconhecida como realmente a mais relevante.

A Responsabilidade Coletiva de Apoiar Jovens Empreendedores

Como adultos sabemos que no início da nossa trajetória profissional,  muitas crenças são estabelecidas, influenciadas pelas pessoas com quem convivemos, pelos locais em que estudamos e trabalhamos.

E por isso iniciei um movimento de buscar apoio de executivos e empresários de minha rede de relacionamentos para que possam unir forças comigo para apoiar esses jovens.

O primeiro a aceitar o meu convite foi Geraldo Gontijo , e essa experiência está nos oferecendo uma sequência de surpresas positivas. Nos dá orgulho ver alunos de uma Universidade Federal, agindo de  forma muito diferente do que gera notícia na mídia hoje. Tudo o que presenciamos em nossas reuniões nos deu a certeza de que estamos em um terreno fértil para cultivar excelentes frutos.

É inspirador observar o comprometimento de Thiago Aguiar Maccaferri , Vitor Baumgärtner Eduarda Cristina Kerber e Vinicius Wenzel Rockstroh e a forma como  demonstram maturidade e dedicação na condução da EJEM.  O empenho de todos ao enfrentar  desafios com coragem e inteligência  para adequar a empresa às novas exigências do mercado e às necessidades dos estudantes,  enquanto fazem estágio e dão conta das responsabilidades acadêmicas, é admirável.

Estes nossos encontros além de me proporcionar muita realização profissional e pessoal fortalecem a minha hipótese , de que assim como aconteceu comigo, o problema maior não são os jovens com menos de 27 anos,  e sim “ certos velhos de 40”,  que rotulam uma geração inteira, enquanto se vangloriam de seus feitos, “na sua época”.

O que ganhamos quando líderes focam nos dados que falam das características positivas de uma geração mais jovem.

Há muitos diferenciais positivos desta geração, que muitas vezes é negligenciado por líderes, um deles,  é a vontade que sentem de aprender com adultos experientes, ao mesmo tempo em que encontram seu próprio caminho. Vejo jovens inspirando-se em mentores e utilizando essa inspiração como base para traçar uma vida profissional que não sacrifica a qualidade de vida pessoal. Eles encontram tempo para esportes, amigos, namoro e família, demonstrando que equilíbrio não é apenas uma aspiração, mas uma prática.

E quando pessoas mais jovens encontram oportunidades para contribuir e mostrar o seu valor, é surpreendente o resultado que conseguem pela forma corajosa que buscam soluções criativas para as empresas onde atuam. Profissionais como Thiago Henrique Mattos , que além de  sua busca constante por conhecimento, se dedica a colocar o que estuda em prática, elaborando projetos  e propondo soluções que geram economia e prosperidade aos negócios, se tornando reconhecido e valorizado por outros profissionais de sua área,  pelas entregas que realiza .

Outro exemplo é de Maria Lídia que iniciou como jovem aprendiz  na Terral Agricultura e Pecuária S.A.e recebendo oportunidades de crescimento e apoio da liderança sabe direcionar seus talentos  e honrar o desenvolvimento que a empresa lhe proporciona contribuindo com boas ideias para melhorar as atividades que realiza.

Mais do que um elemento de engajamento, clareza e direcionamento, passa a ser uma habilidade essencial para líderes.

É fato que pessoas e profissionais que sentem segurança psicológica  e sabem o que é esperado delas , conseguem colaborar e contribuir mais, não importa a idade.  Não é à toa que o primeiro elemento  essencial para conquistar o  engajamento, segundo a Gallup é “clareza do que esperam de mim”.

E eu tenho percebido que clareza,  tem se tornado cada vez mais  uma necessidade humana básica, do que um elemento de engajamento. Em tempos de enxurrada de informações, dados, conhecimentos, que estressam pela rapidez com que chegam, vejo como quase um instinto de sobrevivência, solicitar clareza e direcionamento.

Por isso, meu conselho para líderes que desejam se destacar alcançando resultados positivos com jovens, é o seguinte: Invista em desenvolver a habilidade de comunicar com clareza o que você e a empresa esperam das pessoas que você lidera. Deixe claro que  você sabe para onde estão indo  e o que é necessário fazer para chegar lá. Desenvolva sua comunicação para transmitir a confiança de quem sabe o que está fazendo. Desenvolva-se como um  líder capaz de servir e guiar os mais jovens.

Minha mensagem para Líderes de Jovens

Se deseja promover o engajamento consistente de pessoas mais jovens, envolva-os em projetos que fazem sentido para eles. Seja em empresas juniores, ações voluntárias, projetos que geram valor para os negócios, ou causas sociais, eles mostram um profundo senso de propósito e desejo genuíno de fazer a diferença.

Assim como qualquer profissional bem sucedido, independente do ano que nasceu, o que promove uma posição de destaque no mercado é ter coragem para empreender não apenas nos negócios, mas também na carreira e nos estudos, e  que o sucesso está intimamente ligado a contribuir com algo maior.

Despertar nos jovens o orgulho em  pertencer, é outra dica valiosa para líderes. Os dados recentes confirmam o que tenho vivenciado. Se você olhar de perto, verá que, ao contrário do clichê de desengajamento, esses jovens buscam organizações que cultivam uma cultura de colaboração, oportunidades de aprendizado constante e pertencimento. Esses elementos coincidem perfeitamente com os fatores de engajamento destacados pela Gallup que têm atravessado gerações: clareza de expectativas, reconhecimento, oportunidades de desenvolvimento e conexão com a missão da empresa.

O que percebo, então, não é um problema geracional, mas uma evolução cultural. Empresas que desejam engajar a Geração Z precisam compreender suas motivações e oferecer um ambiente que promova crescimento, aprendizado e equilíbrio. Quando isso acontece, esses jovens respondem com dedicação, inovação e resultados extraordinários.

A Geração Z não é “desengajada” ou “desinteressada”. Eles são, sim, reflexo de um mundo em transformação, onde o trabalho é uma extensão do propósito de vida. Ao oferecer a eles espaço para aprender, criar e encontrar equilíbrio, permitimos que sua energia e talento floresçam. E, ao fazer isso, não apenas transformamos suas trajetórias, mas também o futuro das organizações e da sociedade como um todo.

Que possamos, juntos, abandonar os rótulos e abraçar o potencial dessa geração incrível.

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